Sê bem-vindo andarilho!

Entre, sente-se e se permita iludir - a mente cansada - com meus conceitos chulos, minhas ideias tão minhas e um mundo de aglomerações.
Aqui apresento, expurgo e dou conceitos - nem sempre meus - que podem servir a qualquer um.
Leia, releia e tome muito cuidado: fora ser prolixo, sou o próprio sofismo em pessoa (use isso contra mim e assuma que me lê).
Aqui o luxo é o lixo com ego inflado.
Pense que há vinho e deguste, decupe, compartimente e minta para você mesmo.
Salut à boa perdição dos perdidos, os achados em si (bemol)!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Executor de desejos submissos

Executor de desejos submissos
Saudações BDSM, triangulares e fraternais a todos!

O tema é polêmico, complexo e, até certo ponto sem fim.
A polêmica se apresenta quando o temo permite manipulação variada e adequação de muitos entenderes, a complexidade aparece quando temos mais perguntas que respostas e o final é inviável, pois falamos comportamento humano e esse assunto não tem fim.

Hoje, claramente, vejo dois tipos centrais para a prática de BDSM. O Virtual e o real.
No virtual temos muito mais gente, pois uma tela fria de computador e uma página de um processador de textos aceita tudo. Até mudar a autoria de quem escreve.
No real temos, um mínimo, de dois indivíduos que, digladiando, buscam a estabilidade em uma relacionamento com poucas bases definidas e precário histórico de estabilidade.

Até aqui tudo bem, mas... qual é a função de cada um dos envolvidos?
O submisso impõe suas restrições (o que acho válido, correto e bem-vindo), o Dominador se disponibiliza a auxiliar (é sempre bom tomar cuidado com a linha limítrofe que divide o o verbo auxiliar e o termo comum “fazer terapia”).
Submisso, em algumas situações apresente discurso seguro e diz apenas que seu grande fetiche é servir a um Senhor.
O Dominador não esclarece as bases e... vira submisso de submisso ao ter que plantar muito mais do que colhe. A relação fica viciosa, submisso desestimulado e Dominador frustrado. Por que será?

A resposta exata não sei, mas posso afirmar que vejo muito, muitas vezes, Dominador deixando de sê-lo para tornar-se um executor de desejos submissos.
Ser cortes, promover mimos, dar atenção, enfim, estar dentro da relação é fundamental, mas é imprescindível saber onde estão as bases que margeiam a relação, onde cada um tem o seu próprio espaço dentro da relação, do contrário ambos perderam, inclusive o submisso que acredita levar vantagem nessa situação e que, muitas vezes levado por vaidade, se perde e tem menos do que podia ter, “explora” menos do que podia explorar e igualmente se perde alegando que a “culpa” é do Dominador.
Não, ambos se perderam, creio.

(como disse: o tema é sem fim)
Abraços fraternais,

Um comentário:

Ingrid disse...

Concordo totalmente com suas palavras, mas tem de haver uma saída para que não se caia nesse erro, porque as submissas - nós - somos manhosas e não recusaríamos um bom tratamento...

Mas sei que lá no fundo estaríamos perdendo muito com isso, principalmente porque um pouco de rigidez é necessária para nossa própria evolução.

Pode falar mais sobre este assunto?

Grata.