Sê bem-vindo andarilho!

Entre, sente-se e se permita iludir - a mente cansada - com meus conceitos chulos, minhas ideias tão minhas e um mundo de aglomerações.
Aqui apresento, expurgo e dou conceitos - nem sempre meus - que podem servir a qualquer um.
Leia, releia e tome muito cuidado: fora ser prolixo, sou o próprio sofismo em pessoa (use isso contra mim e assuma que me lê).
Aqui o luxo é o lixo com ego inflado.
Pense que há vinho e deguste, decupe, compartimente e minta para você mesmo.
Salut à boa perdição dos perdidos, os achados em si (bemol)!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Boas Festas

Yeah!
Boas Festas com muito suingue, blues e outros balanços!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

De quem é o jogo?

De quem é o jogo?
Vejo, revejo, leio, releio, ouço!

Por muitas vezes sou atropelado por discursos lindos, falas sem igual. Num primeiro momento acolho a poesia como sendo de métrica parnasiana, mas logo o bicho papão que habita meu ser e me corrompe os princípios que embasam essa mente pervertida aponta deslizes que minha razão não consegue deixar passar.

Por pura emoção vou testar a todos. Quero testar, compulsivamente tenho que testar. Não demora para um por um cair sobre terra. E por besteiras bestas...

Não culpo, aliás nem acredito em culpas, os palestrantes, os discursantes. Se preciso gerar culpa, prefiro jogá-las para meus ouvidos que qual criança do interior vai com qualquer um.

Mas...

O que me impressiona mesmo é ver submissas te oferecerem um mundo para sua administração, dizer que esse mundo é seu, gritar que o jogo é seu, o tempo é seu e, nos 44 do segundo tempo e quase acabando a prorrogação, virem dizer que faltou isso, que gostam daquilo, que esperavam aquilo outro e ainda falam até de tempo. O mesmo tempo que te proclamaram ser seu.

Oras de quem é o jogo, afinal?

Se o discurso dizia que Você podia tudo, por que agora Você não pode tanto assim?

Deu-se o tempo ao Dominador? Entenda, acredite e fique consciente que, bem provavelmente, Ele testará justamente aquilo que você tem de mais "solidamente fraco" para realmente assumir esse tempo que foi ofertado a Ele.

Fazer discurso de que o tempo (e outras cositas ma´s, Madresita) é Dele, mas querer administrar esse tempo de forma indireta ou mesmo direta é chover no molhado e ofertar uma submissão sua e que deveria ser ofertada a si mesma, não a Outro.

Vejo, revejo, leio, releio, ouço!
E ao menos eu, gosto de seguir por caminhos que outros ainda não foram, quero provar de doces que ainda estão no forno. Pode ser ruim, mas pode ser bom, quem sabe? Eu sei! O forno é meu, oras!
Aliás, forno, doce, cozinha e... cozinheira!

E isso tem que ficar claro quando alguém quer algo em um reino distante.
E o desconstruir tem que ficar claro quando o reino distante não é seu.

- Ah você não tem problemas com isso? É isso que irei testar, mas de uma forma que ninguém testou ainda.
- Ah isso não te incomoda? E isso aqui: O que sente? É por aí que vou, afinal dem quem é o jogo, submisssa?!

Muito se falou em desarmar Dominadores, mas o que vejo são submissos desarmando a si mesmos e achando que eles mesmos são os Dominadores [conceito espelho com reflexo distrocido]. Uma lástima, pois muito se tem para trocar. Mas falo em trocar, não falo em dar e cobrar o uso, não falo em ofertar e querer mais do que é ofertado.

Deu? Desencane, relaxe e goza. Sobretudo quando o Outro mandar.


Boas Festas a todos!

Esse blog entra em férias até o ano que vem.

O Feitor segue até o fim de Dom Demétrius e Jezebel - a insubmissa.

Obrigado pelo carinho dispensado e até o ano que vem!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Atraso

Final de ano, chagda das festas...
Essa semana a postagem habitual de sexta-feira ficará atrasada.

Sugiro a leitura da parte 4 de Dom Demétrius e Jezebel -a insubmissa no Feitor

Segue o link:


Bem aqui do ladinho.

Obrigado pela compreensão!

Abraços fraternais,
Szir GanoN

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Como assim?!

Rodando esse mundo podre, sem noção e sem o menor sentido deparo com um anúncio que me chama a atenção.


Referência: Coleira em mica ou em cerâmica
Para aquecimento de bicos de injetoras, dutos e equipamentos modeladores
- Fabricada com chapa de Aço Inox 304
- Potência e voltagem definidas pelo cliente, ou através de cálculos específicos.
-Conforme necessidade.


O que eu queria entender é de onde esses caras tiram essas ideias loucas.
Oras, onde já se viu colocar uma coleira dessas em uma submissa?!
Submissa - sim, com S maiúsculo - merece algo melhor, algo mais a sua altura... Algo que realmente represente sua posição. Um diamante?

Parece piada, não?
Mas cada vez mais vejo, entendo e percebo que é fundamental repensar nossos sonhos, posturas e o quanto nos esforçamos para realizá-los.
Ser Dominador, ser submisso, ser BDSMista é algo que requer um constante policiamento, uma constante reflexão. E busco explicar:
Geralmente no dia-a-dia, vivemos uma condição e relação com as pessoas que nos cercam que nem sempre é concordante com o BDSM, muitas vezes submissos em cena são Dominadores por profissão.
E aí? O que fazer para não dar curto circuito e as posições, sutilmente, se confundirem?

A brincadeira da coleira e do diamante é uma pegadinha constante, vejo submissas criarem discursos, alimentarem argumentos, formarem opiniões que nem sempre concordaram, mas o tempo promove a alquimia da mudança e, cercadas de motivos legais (porém de uma vida comum) exigem, no meu entendimento, mais do que poderiam, deveriam, quereriam.
Se perdem.
E o mesmo se dá com Dominadores. Ao entrarem no meio a visão é ímpar, mas não demora muito e o encantamento da acolhida (natural) osa fazem tão par que chegam a agredir (verbalmente, claro) a outros Dominadores.

O nome disso é encantamento e perdição. Coisa do demo, irmãos!
Sim, é preciso um policiamento constante para que o submissa se molde submissa e o Dominador se molde Dominador, do contrário a vaca vai para o brejo, ambos perdem a mão, invertem papéis, valores e posturas. Submissa usa a liturgia para fazer o discurso que, em tese, seria do Dominador e este, por sua vez, fala grosso, assume postura de Rei, mas... torna-se - fácil - escravo dos desejos submissos.

Semana longa, texto curto. Não precisam me desculpar.

Linda semana!

Ps. O anúncio acima refere-se a anéis (coleiras) que visam abrandar o aquecimento em dutos industriais ou elétricos, não há correlação alguma com as coleiras usadas em BDSM e aqui foi utilizada como mera ilustração e gancho de texto.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

BDSM um jogo de dois


O mais difícil no BDSM é conseguir entender que ele é uma relação de dois. Cada um tem um movimento, mexe uma engrenagem em específico e gera uma energia única. Cada um tem seu próprio universo, suas próprias mazelas e precisa mesclar isso ao universo do outro.
As fantasias, as vontades, os sonhos logo dão lugar a realidade de algumas impossibilidades, alguns desencontros, algumas barreiras. Claro que tudo precisa ser transposto, mas... até que ponto conseguimos realmentre ir além?
Até que ponto temos a perspicácia, astúcia e real disposnibilidade para identificar, classificar, catalogar e desenvolver meios de passar por esses entraves? Até que ponto conseguimos identificar o que é preciso transpor e o que precisa ficar exatamente onde está.

Adeptos compromissados, adeptos com patologias sérias, adeptos sem foco, adeptos sem compromisso com a relação, adeptos que negociam o vazio e quando o tem mudam completamente o discurso, adeptos não adaptados. Adeptos!
Essa é a tônica? Juro que não sei.

O que entendo por relação: Duas coroas, uma corrente. Ambas precisam da corrente para uní-las e ambas engrenam um universo em paralelo.
O que entendo por BDSM: Dois (ou mais) indivíduos. Ambos precisam(?) do jogo para uní-los e ambos engrenam vários universos (seus) em paralelo.

Mas até que ponto um deve interagir no(s) universo(s) do outro?
Já ouvi submissa dizer que no trabalho dela Dominador nenhum entra.
Já ouvi Dominador dizer que na família dele submissa nenhuma interfere.

Gente, posso ser mais franco que fomentador de pensar?

Se um namorado, amigo, conhecido da estração de trem pode interagir com o trabalho da namorada, amiga, conhecida do ponto de avião, se uma namorada (e todo aquele bla´, blá, blá anterior) pode interagir com a família do namorado (ponto). Se entendo que BDSM está acima de tudo isso... Que diabos estou fazendo aqui?
Sendo usado? Se penso que quero tudo e tudo será sempre pouco, por que reservar áreas da vida? Reservar para quem? Para o próximo?
Ou será que, em verdade, não dou porque dar - in locus - significa trocar? Se eu exigir, terei que dar...

É claro que, a exemplo do namorado, ninguém vai mandar você ir com decote pesado e se insunuar para o chefe, mas... a sua vida já não é um jogo, Papito e Madresita?


De verdade, vejo relacionamentos em que seria mais fácil não tê-los, pois tê-los é algo surreal, fora de foco e difícil de entender. E não que eu precisasse entender nada se ambos estão bem.
Mas... será que estão bem mesmo? Ou estão minando forças, desequilibrando chakras, se desestruturando para vivenciar aquela relação que não relaciona, pelo contrário, ela desune?

Tenho, tenho, tenho, juro que tenho pensado BDSM. Tenho pensado que separamos o que devíamos unir (alguém gritou que esse é o padrão do ser humano? Posso gritar de volta que uma das coisas que me fez adentrar o meio foi justamente não ter a necessidade de seguir padrões?).
Tenho pensado que BDSM pode ser visto de formas interessante e pejorativamente equivocadas, mas... que tem todo um fundo de amostragem onde menos de 1% consegue realmente viver, vivenciar e elaborar o BDSM dentro de si (e falo do BDSM que eles sonham isoladamente). A grande maioria se perde, se acha e passa anos sem pensar o BDSM. Pensam o seu BDSM. Justo! Sim, muito justo, mas... e o BDSM do outro que faz a corte e possibilita a troca? E o tal BDSM da tal engrenagem? O BDSM que une (ao menos dois), que poli, que burila, que alquimiza, que compensa muito mais do que frustra, que faz viver, que faz crescer.

Vejo muitos vivendo relações virtuais quando as reais clamam para serem desnudas.
Claro que tudo tem um preço, mas o BDSM é como uma feira livre depois das 11 da manhã: sempre é possível negociar.



Ainda lembro e esclareço que BDSM é o que cada um quer que seja. Bastam dois para uma camada estar plena.
Mas... não precisam me desculpar, e quando um individuo elabora e apresenta suas ideias como verdades-absolutas ou mesmo apresenta sofismas como verdade-verdadeira?
Cabe cada um estudar, ler e comparar ideias, formar as suas próprias e ir além do que é apresentado, afinal BDSM é um palco com coxia e camarim. Visite tudo!
Explore, sobretudo a si mesmo. Olhe querendo ver e não tema o que é visto. Luz e sombra ocupam o mesmo lugar no espaço e ambas podem ser você.


Linda semana

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Miss Patricia

Description:

Patricia was a bad girl today....guess what happens to her poor bottom?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O chicote é uma ponte que liga dois mundos.

O chicote é uma ponte que liga dois mundos.

Szir GanoN

Em uma olhadela breve o BDSM pode se mostrar um universo fascinante. E o é.
É mágico poder exercer seu poder de voto ao realizar fantasias tão complexas, tão íntimas que parecem um sonho.
Mais fascinante ainda é ter a oportunidade - muitos não tem, isso é um doloroso fato - de descobrir que nossos sonhos são somente a base de uma montanha que pode não ter fim.

Se por um lado o Dominador tem a demanda, desejo e/ou a necessidade de dominar e o submisso a demanda, desejo e/ou a necessidade de se submeter (ou subemeter-se, só quem vive vivência a diferença), no meio temos um universo de possibilidades que se apresentam conforme a carruagem do prazer, segue seu cortejo.

Para quem chega, para quem dá uma breve olhadela, é simples. Um manda, o outro obedece. *sorriso* Simples assim - e toda simplicidade é complexa ao ser e estar, sobretudo quando SoMos e eStaMos.
Por outro lado... Basta pesquisar um pouco mais para ver que não é bem assim, que mandar e obedecer são termos amplos e que saber vergar é a tônica do momento, a engrenagem que possibilita o envolvimento.

O Chicote, o Senhor Chicote, tem importante significado para os dois.
Ambos sabem que não é a dor que verga, pelo contrário. Se um gosta de bater e o outro de apanhar, o chicote é apenas uma ponte.
O que verga é o envolvimento, a postura, o comportamento, as possibilidades.

Uma vez ouvi, em cena:
Dom - Bato porque gosto.
sub - Apanho porque quero.
E aí?
E agora?
Ficou fácil ou difícil?
Quer mais?

Dom - Vadia de bosta! Submissa, masoquista de merda!
sub - sádico filho de uma puta. O Senhor deve ter sido abandonado na porta de um orfanato de freiras, e deve ter sido corno em todos os seus relacionamentos. Uma máquina de bater. Um ser sem sentimentos.
E aí?
E agora?
Ficou fácil ou difícil?
Quer mais?

Chega de dar mais. Infelizmente, para uns, faltou liturgia, para outros, ela está perfeita. Para mim cabe o relato do que vi e não o julgo.

Em verdade queria mesmo discutir, debater, falar alto, defender sofismas, ouvir verdades consistentes e julgar como eufemismo.

Mas vamos voltar que o mundo gira sem parar.

O BDSM burila a essência de seus envolvidos. Seja parafilia, patologia, prazer, opção de vida, libertinagem, filosofia, arte, os escambau! BDSM é essência!
Quando leio sobre primais, vejo o BDSM nu e cru. Ali, sem roupa.

O meio, apesar de muitas vezes ser apresentado como algoz, é de suma importância para todos. É no meio que temos nossos prazeres espelhados, assumidos, trocados, exercitados, possibilitados, enfim, apresentados em uma bela, grande e brilhante bandeja de prata. A mesma de um cobiçado aparelho de jantar.
Quem dá uma breve olhadela no meio logo percebe que aquele liquidificador de fetiches é o lugar certo para trocar.
Como em toda sociedade, o meio tem seus grupos, as elites, as favelas, os estranhos - ainda que no ninho -, os pensadores, os que só pensam, os que nem pensam, os que pensam que pensam e isso é que mais fascina no meio. A diversidade fluente em um mar de possibilidades.
O trocar falas auxilia no entendimento de nossos fetiches e somente o meio possibilita esse expiar, esse vivenciar sem culpa.
O meio é importante, necessário e bem vindo. As posturas... idem! Ao final, cada um é cada um. Basta olhar querendo ver e não temer o visto.


Afinal, basta uma breve olhadela para compreender que, de perto, ninguém é normal e poderemos ficar felizes ao perceber que... de longe também não. *sorriso*

Boa semana e que o chicote continue sendo uma bela e prazente ponte!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Negociar o que, o fim?

Há algum tempo tenho visto, ouvido e apreciado coisas e cousas. Tudo me faz pensar, tudo me faz refletir.
Numa época não muito distante os discursos eram "estou disposta a tudo", "Pode fazer o que quiser comigo". Hoje leio "não pode isso", tenho restrições com aquilo" e "não permito aquilo outro nem que me mate".
Tudo bem, se conhecer, saber seus limites é bem vindo e esperado, mas... até que ponto estar fechado a ampliação para o abrir de limites pode/deve ser visto como algo bem vindo?

Para o que é o BDSM? Eu ainda não sei, mas no passado eu dizia que era para libertar, libertinar, soltar grilhões impostos, postos e muito bem enraizados pela sociedade comum. Diria que era para se perder e se achar, expandir limites, ir além de si mesmo. Sem medo alegaria que era para me explorar, explorar o labirinto de emoções do outro no próprio outro.

Hoje, fora de qualquer contexto fetichista, vejo submissas "se venderem" - e serem compradas! - como prostitutas. Sim, é comum, para não perder dinheiro, conversar com a Garota de Programa afim de negociar o maior número possível de práticas. É comum falar um pouco de tudo para não ocorrer desencontros.
Tenho visto esse mesmo approuch com submissas.
Tenho visto esse mesmo discurso de algumas submissas com Dominadores.

Não que uma submissa não tenha que externar até onde pretende ir, mas... que tal simplesmente ir? Que tal, na negociação, expor apenas a senha de segurança e entrar em um Programa de Adestramento onde tudo será apresentado com a finalidade de conhecimento e interação? Que tal se disponibilizar ao todo e o Dominador seguir em um crescendo sem tempo e sem culpa?

Para que a segurança da duração do relacionamento, se para durar o relacionamento precisa ser vivido? Ambos precisaram estar ali. Não importa o tempo.
A interação é fundamental, a descoberta é sempre linda e o se permitir é dado com a evolução das práticas.

Claro que se você se vê somente submissa e não masoquista não tem porque praticar jogos com dor, mas... e se você ainda não experimentou a dor sendo imprimida com outros ingredientes em que o sentir estará de outra forma?
EU entendo que todos buscam segurança, mas... e se essa segurança for, justamente, a trava que dificulta o crescer de ambos?

E não falo somente de dor, pois tem muitos outros jogos em que a maioria nunca experimentou e negativa por puro pré-conceito social, emocional, mental.

O recado dessa semana é curto, mas... antes de pensar em negociação, pense em ampliação. Pense que, em um país distante só lhe restará aprender a cultura com o seu bom e ruim, com os seus dois lados de uma mesma moeda.
Negativar sem realmente conhecer é se cercear, é impossibilitar o seu ir além consigo mesmo.

Tenho dito. Linda semana a todos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Submissa e o dominador

Um respeitado Dominador - e amigo pessoal meu - colocou o seguinte informe em um famoso site:
Mesmo não sendo do meu costume expor-me e expor aos meus, venho comunicar que libertei a única escrava que realmente foi uma submissa. Mulher ímpar e sem igual. Aceitou tudo que ofertei, sempre cumpriu o combinado, nunca me cobrou nada, sempre ligou dentro dos horários possíveis e aceitáveis, na hora da doença procurava um médico e não a mim, no momento de surto entendia que o melhor psicólogo é um... psicólogo, as sessões eram maravilhosas e o Dono era Dono e não terapeuta 24/7. Ainda, na hora de sair, pediu para ficar.
Divina.
Uma verdeira submissa. Uma pena que deve estar isolada.
O meio me acolherá e não dará nenhuma atenção aquela uma.
*
* *
Meia hora depois da publicação a submissa liga para ele:
- Senhor? Por favor, eu posso falar, Senhor? Ela era toda liturgia...
Ele cheio de si e acreditando que ela insistiria no pedido de volta, é seco ao responder. - Diga.
- Houve alguma coisa, Senhor amado? Ela segue doce, esperançosa e pronta.
- Por que? Tá todo o meio te escurraçando, né? Ele, sempre tão inteligente, sabedor de tudo, um verdadeiro profeta do modernidade, um Guru, já antecipa o que sabe acontecer.
Ela segue humilde, solícita e plena em sua submissão tão sua.
- Não senhor, recebi três mil e-mails me oferendo reino, Senhor.
Ele desligou o telefone, o micro e foi procurar a esposa - que sempre o maltratava - para chorar as pitangas.

domingo, 1 de novembro de 2009

Procura-se.

Uma forma de colaboração:


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Entre meios

Entre meios

A vida de um adepto da filosofia, prática e arte BDSM é posta, exposta e composta por seus passos em si mesmo.

Um adepto pode escrever bem, ter nome no meio, mas é dentro dele que o BDSM acontece, é dentro dele que o vulcão do pensar faz suas diversas erupções e transforma vales inteiros.

Estar pronto - e atento - a essas transformações poderá livrá-lo de muitas confusões internas.
Estar pronto para olhar querendo ver e não temer o que é visto tornar-se-a fundamental na hora de compor perfil, assumir buscas e disponibilizar o todo para o todo.

Um homem é o próprio homem. Não importa o que digam, como digam e porque digam, o que importa é como está o seu BDSM dentro de você, afinal você precisa - e precisará sempre - de você mesmo para ser o que é.
Todo o restante é troca, conquista e prazer.

Seja você Dom ou sub, nunca desista de você mesmo, nunca abra mão de seus sonhos de diamantes por qualquer ouro de tolo.
Por outro lado, esteja sempre pronto para, numa dessas erupções, mudar totalmente seu rumo a bem de não engolir poeiras desnecessárias.

Ao menos para você, assuma seus desejos, evite as "pegadinhas da mente" que te levam ao mais fácil alegando que o mais difícil é mais edifício, corra do que entender como lixo lustrado para parecer luxo. Corra do que somente agrade aos olhos e abrace a simplicidade do que abastece o coração, entenda que você pode e para poder só precisa, inicialmente, acreditar que pode.

Nada vem por acaso, para tudo será necessário um planejamento, uma estratégia e firmeza no caminho, mas repito, mais importante que seguir o plano traçado é estar pronto para mudar de rumo de acordo com as necessidades - e amostras - do caminho.

Seja Dominador ou submisso, todo ser humano é ilimitadamente rico, fascinante e único. A vida possibilita usar máscaras, criar couraças e nem sempre se permitir ser o que é, mas isso é um show e entender que todo ato tem início, meio e fim faz parte.

Esteja pronto, preparado, disponível e à disposição de você mesmo em você mesmo.
Lindos dias.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Se enxerga, oh!

Se enxerga, oh!

Quando foi a última vez que você se despiu, tomou um banho de coragem e se olhou no espelho?
Sem titubear, sem aceitar as pegadinhas da mente que te fazem procurar imperfeições, sem evitar o olho no olho, quando foi a última vez que se olhou no espelho?

Quando foi a última vez que reavaliou seus desejos, suas buscas, suas entregas?
Quando foi?!

Já pensou que a posição escolhida pode ser um equívoco? Um comodismo? Uma auto traição. Um motim interno para te sadomizar ainda mais?

[pense]

Pense se não é hora de voltar para a casinha e refletir com real interesse acerca de quem você é, quem era e quem deseja ser.
O que fez, tem feito e está disposto, disponível e à disposição para fazer e chegar onde acredita que tem que estar?
Alguma vez você já saiu, realmente do lugar, ou todos os movimentos foram conjecturas mentais com desculpas verbais para ser menos do que precisava?

Prazeres são lindos, buscas são maravilhosas, mas... até que ponto você se assume nessas buscas, até que ponto você se conduz nessas buscas. Até que ponto você foi, é e tem sido o ponto?

São Paulo está cinzento, Rio de Janeiro está cinzento. E você: Qual cor do arco-íris escolheu para você llá atrás, hoje e daqui para frente?

Abraços fraternais,

domingo, 25 de outubro de 2009

Mina que mina

Mina que mina
O corpo. Uma mina que mina.
Ilusões? Tesouros? Que mina?!
Soterrado depois da explosão.
Proprietário, cansado, fechou portas.
Mesmo disposta, aceito a solidão.

Auto flagelo templo inteiro.
Lacrado, à espera de ação.
Comovida na cegueira do desespero.
Quero? Sim, busco outra prisão.
Escuro de verdades e egos. Solidão.

Desbravador destemido. Munido!
Um labirinto de emoções.
Achou porta. Arrumou confusão.
Quebrou todas as paredes.
Me aninhou; posse! Em sua mão.

Iniciou complexa investigação.
Pegada forte. Majestosa decisão.
Eu não assumia. Ele queria...
Cavou ouro, compaixão. Burgo!
Explodiu tudo. Reconstruiu ilusão.


Szir GanoN
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1815

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chicote, uma de suas funções

Chicote, uma de suas funções


O chicote é uma ponte que liga dois mundos.
 
Szir GanoN

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quanto vale o seu passe, jogador?

Saudações BDSM, triangulares e fraternais a todos!

Conversando com uma amiga veio a frase:
- GanoN, o Senhor bem que podia vir me visitar.
- Eu? Oras, o submisso é você. Venha você e se prepare para não ocupar mais que quatro horas de meu dia.
- Ah, não... Vem o Senhor. E se prepare para ficar o dia todo. Ah, toma o endereço (o escreve no MSN)! Não terei como pegá-lo em lugar algum. Alugue um hotel no centro, é mais fácil para mim, Senhor.
- Acho que alguém se perdeu, amiga. Sou Dominador e não me vejo indo atrás de submisso e ainda fazendo tudo para estar próximo a ele.
- Ah! Que isso, Szir GanoN, quer desvalorizar meu passe?!?!?!?!?!?!?!?!
Fiquei pasmo, aleguei que o telefone tocava, me despedi e saí (quase que correndo).

Com brincadeira ou seriedade, estava dado o recado.
O BDSM hoje é como uma grande empresa. Submissos tem passe - e os valoriza. Abrem mão da base, as mesmas que citam – empiricamente – o que é ser e como se comportar um submisso, e correm qual executivos de multinacionais para o Dominador que "der mais".

Muitos chegam a deixar a relação de lado. Vivem um mundo virtual onde o Dono o é de uma coleira vazia, mas o submisso, igualmente serve a uma guia vazia.
A máxima é: Melhor a coleira de um Renomado no pescoço virtual que uma, em que eu fique feliz, que é real, voando.
Alguns têm Dono ausente, não desfrutam do prazer de servir, mas tem a glória de servir ao meio. E somente ao meio, pois que - mordidos pelo virus de uma fama inexistente - tornam-se escravos de um meio que se mostra, cada vez mais, desequilibrado (no sentido de foco e função) e perdido.
Distanciam-se, sem perceber, daquilo que sinalizava uni-lo a si mesmo. O jogo, o meio, a Dominação ou submissão.

Fora das listas, dos eventos, das comunidades são anônimos que tem que disputar um lugar ao sol. E muitos são humilhados, abatidos e submetidos nessa luta diária. Muitos só conseguem “ser ouvidos” no meio e ainda assim, quando falam esquecem de diferenciar o “impor” do “expor” pensamento.
Qual generais ditam regras e criam a ditadura.

Mas não se importam, afinal no meio BDSM eles são bons, tem seus passes disputados, suas ideias usadas como base de argumentação, sua visão tida como regra.
Só não entendo porque a maioria está tão só e reclamando que falta isso ou aquilo para eles.

***

Mas... até que ponto podemos engavetar nossos prazeres a bem do virus de uma fama surreal?
Qual era o minha busca quando entrei no meio?
Qual minha posição e real importância para mim, para meus pares?
Até que ponto eu posso deixar de lado meus sonhos primaveris para me perder em listas, chats e comunidades?
Sou ou não sou o que sou? Mas... o que sou?

Já vi submissa forçar encoleiramento sem pensar no que realmente interessava. Forçava porque o Dominador era o Senhor Fulano. Especialista em Bondage, exímio dominador de chicote longo, mas... que nos intervalos dessa fama "lavava para fora". Quer mais? Não deixava passar um erro da submissa, em listas era impiedoso, mas em casa, a esposa mandava sem precisar repetir muitas vezes, era conhecida no prédio como "Geninãoprecisaterzepellin - que ela dá".
Não tenho absolutamente nada com a vida de ninguém, o fetiche é seu e o segue quem desejar, porém... Até que ponto o eu-submisso sentir-se-á seguro ao ser cobrado, adestrado, possuído por alguém que não administra nem sua própria submissão?
E sim, na roda do dia temos percentuais de atuação dominadora e submissa. Essa é a vida e viver é fantástico. Quando vamos ao meio é justamente para exercer o maior percentual possível daquilo que nos dá prazer. Assim, mesmo sendo Dominador terei lances submissos, agirei complacentemente como tal e nada disso terá real interferência na minha, já enraizada educação, pois não poderemos jamais, confundir gentileza e gestos gentis, atitudes de respeito e admiração com dominação ou submissão.

Mas nada disso importa, repito, o Senhor Fulano é famoso no meio, é amigo-pessoal Dessa ou Daquele, é íntimo das submissas mais renomadas do meio. Ele pode.

Mas, voltando, o que é passe? Até que ponto temos real valor de passe nesse meio?
Até que ponto eu preciso de um meio para aferir meu real valor?
Se sou submisso e busco ser lapidado segundo os meios de um Dominador, qual o preço?

Ouço muito, por aí, que submisso não tem direito a isso, que submisso não pode aquilo, que submisso antes de qualquer coisa tem que fazer/falar aquilo, que submisso, que submisso...
Mas... vejo, cada vez mais, submissos agindo como Senhores Feudais e, talvez o pior, como donos da bola (entendo que a bola do BDSM não tem dono).

Senhores, BDSM é um jogo de dois. Ambos são importantes, mas ambos desenvolvem papeis muito claros nos rios do prazer.
Se iludir é se afastar mais ainda de si mesmo, de seus prazeres e se perder no limbo do meio. Meio esse que devia ser uma ponte de passagem, um túnel de breve reflexão e não um luxuoso condomínio residencial com o nome de "A última morado dos gaviões". Ainda assim, quem quiser morar que more, mas me isente de qualquer taxa ou assinatura concordante, pois eu vejo apenas, somente e tão somente uma ponte de passagem, um túnel de breve reflexão.

Voltando ao ponto inicial, vejo, reflito e chego à conclusão que justamente por ter um passe valorizado que a submissa em questão, brincando ou não, deveria fazer todas as honras, afinal é experiente, tem passe valorizado e, por isso, acreditamos saber fazer as coisas.
Por outro lado, não precisa ser BDSM para aplicar o básico da boa educação.
Do contrário, da mesma forma que antes eu defendia a visão de que Dominador tem que ser, no mínimo, gentil e educado, agora abrangerei a frase para todos, pois vejo que foi-se o tempo em que submisso atendia as regras básicas de boa educação e recepção impecável.
Tenho dito.

Lindo final de semana a todos!

Szir GanoN
Um homem sem valor de passe, mas que passa todas as vezes que vê um papel ser mais importante que o ser humano que o porta.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Submissa vs Empregada

Submissa vs Empregada

Saudações BDSM, triangulares e fraternais a todos!

Minha submissa pediu dispensa (senzala livre, disponível e à disposição - candidatas, favor, enviar mail com pretensões, disponibilidades e crenças para meu e-mail), dois meses depois a empregada pede as contas (infelizmente ainda não me refiz do baque. Portanto, a vaga não está livre, por favor, estou fragilizado, não insistam).

É, senhores, parei para refletir.
Ambas faziam tudo. A empregada de segunda à sexta (full-time), a submissa no final de semana (part-time).
A empregada era experiente, tinha respeito e competência.
A submissa era experiente, tinha amor e servidão.

Ia viajar (figurado) por todas as partes, mas são 1:50 da manhã e viajo (literal) daqui a pouco.

Encurto:
Submissa e empregada oferecem similaridades.
Quem já teve uma empregrada que cuidasse de fato, que trocasse de fato, sabe do que falo. Aqueles que só tiveram ou submissa ou emprega, como alguém disponível para fazer os serviços – e fazer “os serviços” –, dificilmente entenderá a poesia do que falo, mas...

Quem atende melhor mesmo?

Desculpe, mas é que a minha empregada era realmente minha. Nunca tivemos nada sexual. Não nos moldes que a tola, e fixada na carne, mente humana consiga vislumbrar.
Sempre nos respeitamos, mas a guria era da "pá virada". Arrumava malas, dava conta da casa, do escritório, dotudojuntoaquieagorasemdemora e ainda cuidava mesmo de mim.
Era uma pérola!
A sub era gente boníssima, mas tinha senha de segurança. Eu, qual escravo-dono-de-cachorro, tinha que leva-la para passear, exigia um BDSM que era muito mais dela que meu, me ligava fora de hora, mas como era minha submissa – e eu era o “seu Dono” – eu tinha que atender. Se fosse surto, eu tinha que acolher, afinal eu era um Dominador SSC (Sua Sombra Caríssima, mas se preferirem: São, Seguro e Consensual) e acolher as mazelas da submissa estava “no contrato”, sem contar que, algumas vezes tinha que sair mais cedo porque ela estava no cio e queria 50 chicotadas. Eu era um doce!
A empregada quase não me ligava. Mesmo ela morando comigo, nos comunicávamos muito mais por bilhetes que qualquer outro meio. Quando me ligava, apresentava problema e solução no mesmo ciclo de pulsos.
Emprestei meu cartão de crédito para a submissa. Alguns imprevistos aconteceram e já no primeiro mês a fatura estourou. Tive que aumentar o limite. No segundo, ela estourou o limite: Comprou um presente para mim (que custava 1/5 da fatura do cartão).
Como viajo muito, resolvi dar um cartão de crédito para a empregada. Assim facilitaria em caso de emergências e para as compras do mês.
Sempre recebi uma fatura impecavelmente controlada, quando – uma vez ou outra – havia excessos, vinha um bilhete junto com a fatura: Por favor, desconte item X do meu salário. No final do mês, salário inteiro e ela ainda certificava se não houvera engano.
Me desculpem, a submissa era realmente muito boa. Gostava muito de cinema, teatro, badalações. Vivia falando de mim para suas amigas e vez e outra eu tinha que figurar de chaveirinho, cumprimentando Deus e o mundo.
A empregada, quando muito, me pedia para hospedar, em seu minúsculo cubículo uma ou outra parente (nunca colocou homem dentro da minha casa). Ainda assim, a visitante auxiliava visivelmente nas tarefas da casa.
Mas, gente, era a submissa quem dormia comigo.
Por falar em dormir... Uma vez tive um treco. Chamei a submissa e ela não acordou.
Apertei o interfone e a empregada veio como um raio, a submissa acordou com ela me desengasgando e ainda brigou comigo dizendo que a dopei para trepar com a empregada ao seu lado.
Não, ainda não foi nesse dia que pediu dispensa, mas deu uma baita confusão. A minha sorte foi que a empregada “não comprou” 1/10 do que a submissa disse a ela. Outrossim, a submissa queria que eu despedisse a empregada. Como esta não disse nada, a submissa interpretou como uma ameaça velada.

***

Sim, sim, sim, toda relação tem seu ônus, mas a empregada eu somente pagava uma vez por mês... E a empregada, embora nunca calada, nunca aceitando o que não lhe conviesse e sempre que percebia que eu estava equivocado lutava para me apresentar seu ponto de vista, engolia sapos, lagartos e só pediu as contas porque a mãe estava doente.

A submissa, pelo que entendi, estava cansada, disse que a dispensa era solicitada porque eu nunca olhava para ela, que o jogo já não era mais o mesmo, que eu descobria coisas na internet e queria testar nela. Por outro lado... minha empregada quase virou química quando eu cismei que fazer produtos de limpeza em casa porque era mais barato *kkkk. Eu entendo.

Mas...

Não sei (e quero voltar a esse texto com mais calma para divagar), mas acho que preciso de uma nova empregada...

Abraços fraternais,

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Executor de desejos submissos

Executor de desejos submissos
Saudações BDSM, triangulares e fraternais a todos!

O tema é polêmico, complexo e, até certo ponto sem fim.
A polêmica se apresenta quando o temo permite manipulação variada e adequação de muitos entenderes, a complexidade aparece quando temos mais perguntas que respostas e o final é inviável, pois falamos comportamento humano e esse assunto não tem fim.

Hoje, claramente, vejo dois tipos centrais para a prática de BDSM. O Virtual e o real.
No virtual temos muito mais gente, pois uma tela fria de computador e uma página de um processador de textos aceita tudo. Até mudar a autoria de quem escreve.
No real temos, um mínimo, de dois indivíduos que, digladiando, buscam a estabilidade em uma relacionamento com poucas bases definidas e precário histórico de estabilidade.

Até aqui tudo bem, mas... qual é a função de cada um dos envolvidos?
O submisso impõe suas restrições (o que acho válido, correto e bem-vindo), o Dominador se disponibiliza a auxiliar (é sempre bom tomar cuidado com a linha limítrofe que divide o o verbo auxiliar e o termo comum “fazer terapia”).
Submisso, em algumas situações apresente discurso seguro e diz apenas que seu grande fetiche é servir a um Senhor.
O Dominador não esclarece as bases e... vira submisso de submisso ao ter que plantar muito mais do que colhe. A relação fica viciosa, submisso desestimulado e Dominador frustrado. Por que será?

A resposta exata não sei, mas posso afirmar que vejo muito, muitas vezes, Dominador deixando de sê-lo para tornar-se um executor de desejos submissos.
Ser cortes, promover mimos, dar atenção, enfim, estar dentro da relação é fundamental, mas é imprescindível saber onde estão as bases que margeiam a relação, onde cada um tem o seu próprio espaço dentro da relação, do contrário ambos perderam, inclusive o submisso que acredita levar vantagem nessa situação e que, muitas vezes levado por vaidade, se perde e tem menos do que podia ter, “explora” menos do que podia explorar e igualmente se perde alegando que a “culpa” é do Dominador.
Não, ambos se perderam, creio.

(como disse: o tema é sem fim)
Abraços fraternais,

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Almoço

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Almoço

Entrada:
Shibari ao ponto
com cordas variadas.

Prato principal:
Uso sexual.

Sobremesa:
Corpo na mesa com
pingos de vela cereja.

Bom apetite!

Szir GanoN
@}--´--,---
05.01

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Shibari e Bondage

Shibari (しばり, Shibari?) é um verbo japonês que significa literalmente amarrar ou ligar e é usado no Japão para descrever o uso artístico na amarração de objetos ou pacotes.

Kinbaku (緊縛, Kinbaku?) é a palavra japonesa para "bondage" ou ainda Kinbaku-bi que significa "o bondage bonito". Kinbaku (ou Sokubaku) é um estilo japonês de amarração sexual ou BDSM que envolve desde técnicas simples até as mais complicadas de nós, geralmente com várias peças de cordas (em geral de 6mm ou 8mm) e que podem ser de materiais diferentes, sendo a tradicional corda japonesa utilizada para o Shibari, a de cânhamo. A palavra Shibari tornou-se comum no ocidente em meados dos anos 1990 para denominar a arte de amarração chamada Kinbaku.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

BDSM - seus tipos, suas tribos

BDSM - seus tipos, suas tribos

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Saudações BDSM, triangulares e fraternais a todos!

Usei minha mania de nominar, classificar e catalogar para pesquisar os diversos grupos de BDSMistas. As vertentes foram várias.

De modo algum as exponho com o intuito de classificar sua importância ou relevância no meio. Os que me conhecem sabem que sou a pessoa que mais acolhe, respeita e aceita o prazer do outro (no outro).
O objetivo é - para alguns - apresentar, - para a maioria - compartilhar, trocar e estudar em nós o que é nosso(?).

[considere] Não falei de práticas, jogos, posturas e ritualística. Apenas disponibilizo nome e mínima apresentação com o intuito de gerir debate.

[considere2] Algumas explicações estão um tanto diretas e carentes de maior abordagem. Dois motivos nem sempre conjuntos. 1. As informações encontradas não ofereciam base para melhor apresentação, 2. Cada fonte pesquisada versava usando uma vertente diferente e, algumas vezes, confusa.

[considere3] A base de pesquisa foi nacional, mas a abrangência mundial. Alguns grupos não tem representantes no Brasil, assim todo a pesquisa foi feita com base nos locais com maior número de adeptos.

[considere4] Infelizmente não vi meios de colocar os adeptos por percentual. Dominadores migram conforme tomam conhecimento da prática e ou muda seu momento, submissas assumem uma ou mais tipos como base e muda de acordo com a apresentação do Dominador que ora está como seu parceiro.

[considere5] O catálogo e classificação foram feitos usando sempre grupos com mais de cinco pares concordantes e iguais.

[considere6] Os nomes foram dados por mim depois da concordância desse grupo.

[considere7] O artico fica em aberto e pode receber dados a qualquer momento.

Vamos ao interessante resultado?

01) BDSM Puro
Os praticantes são vistos como Sadomasoquistas - beiram o CID - e reconhecem nesse o melhor tipo de prática.

02) BDSM Sexual
Os vínculos, as bases e a maior parte da administração são feitas essencialmente com cunhos sexuais.

03) BDSM Feudal
Sistema no qual o Dominador é um Senhor Feudal que está acima de tudo e todos. Suas bases são políticas e as submissas vistas como escravas vendidas - ou achadas - em praça pública.
No feudal, quando a escrava não tem coleira é tomada e pronto. Os adeptos do meio dão cobertura “não a deixando” jogar com nenhum outro enquanto não assume, aceita e age como posse daquele que a tomou. Isso ocorre até que um outro Senhor feudal negocia sua compra e a leva consigo. Esse Senhor será, em sua maioria, alguém quisto pela submissa, pois ela tem a “liberdade” para fazer, de forma política e respeitosa, essa segunda negociação. O sistema é monitorado por Mentores (juízes e responsáveis direto pela administração das regras acordadas no meio) e isso facilita tudo, pois os Mentores são a última palavra para todos os adeptos.
Ainda há o sistema de tribuna e conselho onde as decisões são tomadas.

04) BDSM Goreano
Uma filosofia criada usando como base as histórias do escritor John Norman.

05) BDSM Baunilha
É BDSM, mas é baunilha. É baunilha, mas é BDSM.
Relacionamento comum e BDSM se fundem e confundem adeptos desconhecedores do tipo, mas para quem está dentro é muito simples: São namorados/maridos/amantes/namorido que buscam relacionamento comum mesclado ao relacionamento com bases BDSM.

06) BDSM Filosófico
Tudo acontece nos mesmos moldes da antiga filosofia grega onde há pesquisas, preparos e apresentações, onde discute-se as práticas e o meio, ambos ou somente um é pensador e troca com o outro suas ideias.
A liturgia é ponto fundamental nesse meio e o submisso tanto pode ser o pensador quanto o ouvinte ou ambos.
As práticas seguem uma sequencia lógica: Apresentação do Dominador, estudo do submisso, apresentação desses estudos ao Dominador, debate sobre o tema, estudos de caso e, quando convém, prática do que foi estudado.

07) BDSM Místico
Como o nome sugere, as práticas embargam mais que físico e mente, o misticismo se faz presente no cotidiano ou somente em jogos.
Geralmente as cenas são elaboradas com o intuito de gerar imersão em uma outra atmosfera. A música, os jogos, os mandos e treinamentos são feitos, administrados e gerenciados em sistema místico. Ambos mergulham e algumas vezes as vestes são concordantes.

08) BDSM Religioso
Usam as bases religiosas para moldar suas práticas. Alguns grupos interpretam a bíblia e faz uso dela em seus jogos.

09) BDSM místico-filosófico
Mescla das já citadas.

10) BDSM sem rótulos
Hoje é rotulado como "sem rótulos"

11) BDSM institucional
Quando o sistema se dá em uma instituição com Reformatório, Fazenda e similares

12) BDSM cadinho de tudo
O mais comum. Cada adepto pesquisa os tipos acima e levam para o seu cotidiano o que interessa. Como interessa.

13) BDSMtudojunto
O mais incomum, porém visto em casais com longa data de convívio e experimentação.


O de sempre: Não há regras definidas, meios obrigatórios ou ser ou estar em um desses tipos.

Abraços fraternais,
Szir GanoN

domingo, 27 de setembro de 2009

Pontos e contrapontos

Pontos e contrapontos

Quando penso em BDSM como filosofia sou levado a adotar alguns pontos importantes, para mim, diante de toda e qualquer relação.
Tanto Dominadores, quanto – e sobretudo – submissos podem refletir acerca desses pontos simples, mas que – ao cabo da reflexão – podem fazer toda a diferença e possibilitar uma relação concordante, madura e mais aceitável.

Sendo direto:


Questionar

Questione tudo o que você aprendeu intelectualmente de seus pais, amigos, professores, religiões, sociedade e etc. De outra forma como você vai saber se isso é verdade para você?


Experimente

Ler e entender são uma coisa, e você pode dizer; ah! Vou mudar!
Mudança ocorre na mente, requer esforço e não transforma nada.
Experimentar é totalmente diferente. Quando você passa pela experiência, isso fica incorporado em suas células, e assim a transformação pode ocorrer de forma mais precisa.
Você não será o mesmo.


Consciência

Não importa o que você faça, pense ou imagine! Mas saiba o que está acontecendo.
Tanto quanto possível, coloque sua consciência em nível de clareza para todos os seus atos.


Responsabilidade

Ter responsabilidade é um ato de coragem, e é uma maneira de você passar a olhar para si mesmo. “Comece de uma forma simples, por exemplo; quando você ficar com raiva de alguém, não diga: você me deixou com raiva, ao invés disso, “diga“ “eu senti raiva”, afinal quem é alguém para colocar algo em você que você não tenha?
A raiva está dentro de você. É sua.


Prazer Sexual

Você é o único responsável pelo seu prazer. Lembre-se, ninguém dá prazer a ninguém. Ou você tem o fogo ou não. O que os parceiros podem fazer é; um jogar lenha na fogueira do outro.


Controle

Esta é uma das maiores ilusões.
Você não tem o menor controle sobre como as coisas acontecerão. Mas você acredita que têm.
Cedê-lo a outro é mais complexo e entendo muito mais como parceria para um concessão temporário e “um seguir espontaneamente” que, de fato, dar controle.


Entrega

Entrega é a chave para criar sinergia entre às partes. Auxiliará em vários pontos, inclusive na união espiritual consigo mesmo e na auto-realização.
Talvez muita gente tenha medo da entrega por confundir "entrega" com "submissão", mas na verdade as duas são muito diferentes. Leia: Entrega é a chave... Dominação/submissão pode ser um caminho.


Confiança

Tenha confiança em suas habilidades. Saiba que você tem a habilidade de fazer transformações importantes em si próprio.


Perdão

Perdoe a si mesmo. Todos nós cometemos erros; isso quer dizer que você não precisa ficar brigando consigo mesmo por causa disso. Perdoar a si próprio é o primeiro passo para poder perdoar o outro.


Gratidão

Expresse sua gratidão. Expresse gratidão pela pessoa que você é. Agradeça por estar vivendo, e de ser capaz de fazer uma transformação em sua vida. Expresse gratidão por tudo. Se existe um segredo para a liberdade e felicidade, este segredo é a gratidão.
Que fique claro: expressar gratidão é externar verbalmente, com a boca, com os olhos, com a pele. Não falo de presentes físicos e materiais.


Aqui e Agora

O BDSM pode ser pautado na jornada e não somente no destino. Viva – e pratique – a um jogo de cada vez, absorva, entenda, visualize, estude.
Se tivermos em nossa mente um "objetivo final fixo" isso significa que não conseguimos focalizar nossa energia no que está acontecendo agora.
Não há problema em pensar ou fazer planos para o futuro, mas não em detrimento do aqui e agora.


Relaxe

Você precisa dar espaço a si próprio para ter um tempo só seu de vez em quando.


Permitir

BDSM é muito permissão. Ambos buscam a permissão para ser e estar ali, cultive a sua e credite no que há. Sonhar é importante, mas foque no que tem antes de refletir se pode – ou não – mudar.


Trocar

Crie um canal de constante troca com seu parceiro. Isso engrandecerá a relação e possibilitará a ambos uma imersão e satisfação sem igual.


Observar

Observe-se, observe o outro, o entorno e mundo. Uma todos os pontos e busque sua realização, seu felicidade.


Abraços fraternais,

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tango na senzala

Tango na senzala

Até que ponto um Senhor feudal de plantel numeroso deve interferir no convívido e harmonia na senzala? Até que ponto tem que saber de tudo e de todos?
Algumas vezes, as crias se criam, procriam e fazem com que a harmonia se recrie...

Bom video!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BDSM - Um quebra-cabeças

BDSM - um quebra-cabeças
que se monta conforme
desnuda-se a peça

Szir GanoN
23Set2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A imersão no jogo BDSM

A imersão no jogo BDSM

Tão importante quanto jogar é não somente conseguir imergir no jogo, mas igualmente saber o que se busca ao disponibilizar-se àquela prática.

O Dominador, através de seus métodos, convida o submisso a acreditar em seu mando e imergir em um jogo. Por outro lado, fica a cargo do submisso se permitir o mergulho naquele universo e ainda conseguir ir além do proposto.
Inicialmente, muito parecerá fora de propósito ou sentido, mas conforme ambos acreditam (e individualmente permitam-se), o jogo fica mais intenso e o mergulho mais pleno, mais profundo, dependendo da busca, mais realizador.
Mas o que se busca quando se convida uma mulher, um homem, a ser PonyGirl (Poney Girl para alguns), DogWoman ou Catplay?
Onde estaria o prazer nessas práticas? Existe a necessidade de prazer direto ou pode-se vivenciar apenas pela poesia do momento de estar com o outro ou, também, pela curtição de se permitir ir além?
Que tipo de vivência elas possibilitariam? Que tipo de curtição poderá ter?

Acredito que a busca é por experiências fora de seu próprio universo. Quando há a vivência como poney (e entendo que aqui cabe poney, pois falamos do animal e não do jogo), dog ou cat, todos os sentidos, percepções e atuações são temporariamente desfocados e reconfigurados para operarem de outra forma.

Muitos, em suas avaliações, consideram somente a possibilidade do cunho humilhante da prática, mas vejo que nem sempre o sentimento de humilhação se faz presente, sobretudo quando há o tal mergulho.
- Oras, se é para ser cão (e o submisso se vê, sente e se percebe cão), que humilhação há nisso?! Por outro lado, in tacitus, fica claro que em poucas horas ele voltará a ser homem-de-pé e, em momento algum, deixou de ser homem-pensante.
E é justo no quesito pensar que o mergulho se fará importante, pois ao vivenciar minutos como cão, ele precisa, para atender a contento, ser levado a pensar como cão.
O trabalho que o Dominador tem pode ser considerado absurdamente alto, pois se por um lado o submisso se auto reconfigurará para atender a vida de cão – por exemplo –, o Dominador deve estar preparado para atender a outras frentes como adestrador, cuidador, proprietário e até como um cão AlfaDominante (caso sexual).
Notem que o jogo não é de um, mas sim de ambos e ambos precisarão fazer todo um estudo “in loco” e “of case” para melhor imersão. Atentar a detalhes como postura, tempo de respostas e linguagem torna-se fundamental.
A postura tanto de cão quanto de adestrador/proprietário/Cão-AlfaDominante são totalmente diferentes das outras pessoas e animais. O estudo de todos esses movimentos será parte do jogo e os levará a observar pontos em si mesmos.
Não há um diálogo filosófico entre adestrador e animal, a linguagem é curta, direta e a entonação é tão importante quando o emprego das palavras.
Veja: - Cão, junto. - Senta. - Quieto! - Pega. - Fica! – Muito booom! Muuuittooo bom!
Mas ainda assim, quando ambos acreditam no que fazem, os resultados são prazerosos e de uma compensação sem igual. Por que? Porque houve uma proposta e o atendimento a ela é o resultado da permissão individual. É cada um fazendo o seu jogo no jogo do outro e permitindo que o outro faça seu próprio jogo inserido no seu.

Talvez alguns perguntem onde está o prazer de vivenciar períodos como animal, eu responderei solicitando a reflexão: onde está o prazer de andar de carro, de ir ao cinema, de fazer nada, de assistir a um filme, de transar dessa ou daquela maneira? Prazer nem sempre se explica, na maioria das vezes, sente-se, vivencia-se e pronto. Não vem em saquinho, mas é quase sempre instantâneo quando acreditamos que podemos dar vazão aos sentires que acompanham a prática.
Mas ainda assim existe prazer na realização do ato, o prazer de se ver capaz de vivenciar algo diferente em que seu corpo, seus atos e até seu modo de processar, são reconfigurados. Prazer pelo prazer, prazer no prazer de ter prazer. Só prazer ou também prazer.
Um ponto para argumentação e reflexão: Eu não viveria em um parque de diversões, eu não passaria mais que algumas horas sob o sol escaldante do nordeste, mas da mesma forma que muitos vivenciam essa realidade, outros a experimentam somente algumas vezes e alguns, somente se permitem uma única vez. É cada um, ainda que pelo ou no outro, com o seu um.

Uma sugestão é, antes de aplicar o jogo, solicitar – de preferência guiando e fazendo o mesmo – exercícios de observação dos atos dos animais em foco. Solicitar relatórios dessa observação, trocar comentários acerca do que é visto, buscar pontos, averiguar meios para entendimento e sensibilização.
Como se alimentam, quais rituais seguem, como deitam, a configuração de seus sentidos, como ele responde a estímulos e como ele é o que é.

Ainda lembro que uma boa imersão/vivência transpõe mundos e não somente atos, assim da mesma forma que o submisso simulará as atitudes do requisitado animal, conforme dito... cabe ao Dominador atender de forma igual, à altura e totalmente desarmado, afinal o jogo é de dois, não de só um com um.

Ao final é salutar lembrar o de sempre: Não há regras, não há manual e o que não pode faltar é você ter o mesmo empenho que espera do outro; além disso, credite fichas na cumplicidade, na troca e no acolher o movimento do outro.

No mais, bom jogo!

Szir GanoN
22set2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Jardins

Jardins

O que é a submissão
se não uma flor
que baila ao
sabor de
sol e
lua?

Szir GanoN

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pat Robertson - Submission

Submission

Pat Robertson

Você se permite?

Você se permite?
Algumas vezes não nos damos conta do quão difícil é nos fazermos uma permissão.
As bases para a não permissão podem ser muitas: Pessoal, social, cultural, relacional, política e até por conta “do outro” que te acompanha, afinal o que “ele” pode pensar de você, não?

Permitir é acreditar que você pode ir além, é se creditar a possibilidade de ter ou fazer - com ou sem reflexão e preparo - aquilo que se apresenta a sua frente.

Num primeiro momento, nossa mente, em conjunto com o nosso senso magistraturado de julgar, nos bombardeia abordando um sem fim de pontos para justificar a não permissão, mas o que, na maioria dos casos, acontece é que você simplesmente não se permite e pronto. Até, em um dado instante, quer, mas não consegue ir além para se fazer aquela permissão. Ainda que por prêmio ou castigo, não se permite.

E mesmo o blog sendo voltado à assuntos mais filosoficamente BDSMistas, nem sempre a permissão é voltada à essa área. Quando se tem vontade de comer algo novo, devido a sua aparência, cheiro ou sabor inicial, nem sempre nos permitimos ir além. Sim, nos agarramos a pontos terciários para abortar o primário: a permissão ao prazer que o outro vende.
E mesmo “nosso guia” (aquele que faz a apresentação do que iremos saborear) dizendo que aquilo é lindo, é delicioso e sem igual, mas que tudo isso vem – algumas vezes – depois do final, não nos permitimos chegar lá (ao final). Largamos o processo no meio do caminho e... pronto. Travamos uma batalha interna afim de justificar o não acolhimento à permissão.

Mas por que nos privamos tanto? Por que não conseguimos nos dar o que acreditamos ter direito?
São várias as vertentes que poderiam nos ajudar nas respostas a essas questões. Desde pontos psicológicos, a pontos de formação intelectual, a outros de cunho pessoal. No meu entendimento, nós queremos - e até nos preparamos para ter -, mas... nem sempre o fazemos por nós e para nós. Muitas vezes o fazemos porque muitos fazem. É a tal da necessidade de ser acolhido e pagar o preço de fazer de tudo para ser, ao menos, nas aparências, igual. - Oras, se eles fazem, gostam e sempre repetem, por que eu não posso?
Essa é uma das alegações. Que finda e se resume na superioridade que nos entendemos e nos vemos.

Mas, que tal refletir e achar outros pontos para a não permissão?

Abraços fraternais,

Szir GanoN

domingo, 20 de setembro de 2009

O sentido do jogo

O sentido do jogo
Que sentimento há em um jogo quando esse jogo não é sentido?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nicolaas Pieneman


Nicolaas Pieneman - The Submission of Prince Dipo Negoro to General De Kock

Quem merece a côrte: A Mulher ou a submissa?

Quem merece a côrte: A Mulher ou a submissa?

Perde-se o Dom que corteja uma submissa e ignora a mulher que a embasa.

Sempre defendi o ponto que submissa é, antes e acima de tudo, mulher.
Pensar na submissa como mulher é o mínimo para aquele que deseja criar um feudo pleno. Por outro lado, pensar na mulher somente como submissa pode ser um erro que gerará, quando não desconforto, toda uma gama de desentendimentos que dificultará na harmonização dos bons serviços na senzala.

Embora mulher e submissa sejam (também) uma, nunca são só uma. Ambas têm universos paralelos e fundidos, mas a mulher tem o pátrio poder e a responsabilidade pelo todo. Foi criada assim, seguiu assim até estar aos pés daquele que credita seus préstimos e acolhe como Dono e Senhor de si.
É ela quem se encanta e abre as portas de sua senzala interna para que a submissa aflore e intente cumprir seu papel em desejo.

Alguns não se permitem essa visão e se perdem ao falar à submissa com a linguagem da mulher ou, ainda, falar à mulher com o dialeto criado para a submissa.
Particionar pode ser um meio interessante para as primeiras abordagens, mas logo será ineficaz se entendemos que é a mulher quem possibilita, aflora e coordena até mesmo o pensar da submissa, que dirá os atos.

Acredito ser um erro não ver a mulher e focar na submissa. É a mulher quem potencializa a imersão da submissa, é ela quem administra, mostra, aprisiona ou alforria a submissa.
O Dominador tem acesso à submissa quando passa pelo jardim de uma mulher. Nem sempre a sub fica no quarto dos fundos, mas seguramente não habitará a sala de estar quando um Dom chega sem ser convidado.

Atingir a mulher é o ponto! Ela traz todas que se queira, até as que ela mesma não sabe existir; já a submissa só traz a submissa e, ainda assim, como não é o todo, só às partes.
Sabemos que para uma Dominação eficaz, para um jogo pleno, para uma relação feudal consistente ter o todo é fundamental. Assim, querer cortejar a mulher pode ser o mais acertado, uma vez que a submissa só vem após seu mando e comando.

Assim, creio que ao falar à mulher submissa a linguagem deve ser a mesma usada a uma mulher comum. Mas, se a berlinda é da submissa, não há o que equivocar: use tom, postura, firmeza e atitude de Dominador.