Sê bem-vindo andarilho!

Entre, sente-se e se permita iludir - a mente cansada - com meus conceitos chulos, minhas ideias tão minhas e um mundo de aglomerações.
Aqui apresento, expurgo e dou conceitos - nem sempre meus - que podem servir a qualquer um.
Leia, releia e tome muito cuidado: fora ser prolixo, sou o próprio sofismo em pessoa (use isso contra mim e assuma que me lê).
Aqui o luxo é o lixo com ego inflado.
Pense que há vinho e deguste, decupe, compartimente e minta para você mesmo.
Salut à boa perdição dos perdidos, os achados em si (bemol)!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mercador, mercador, mergeador

Sendo super direto:
O mercador (a própria submissa)
O mercador (o próprio Dominador)
O mercador (pode ser ambos, cada um vendendo a si mesmo em praça pública).

Putz! Posso seguir?
- Sim, pode!



O Mercador negocia uma peça comigo, vejam:
- Nobre e honrado Senhor, a submissa que vos apresento é peça rara em beleza, disposição, experiência e abertura (de pernas).
Ela é uma mulher independente, livre.
Um ser humano que já passou a barreira das travas e oferta um sexo livre, sem barreiras.
Uma masoquista-alquimista. Sozinha transforma dor em prazer. Tudo é tão lindo que o Dominador só precisa dar o comando e ela faz tudo sozinha: Self-Shibari estilo Dragon Ball, por sima manda um bundage (sic), depois se enfia agulhas, chora, conta piada e ri sozinha. Bonito de ver, Senhor.
O Senhor poderá tudo com ela, vai ver...




O Mercador oferta um Dom para a sub, vejam:
- Este é um Senhor poderoso, sem igual.
Conhecido em todo o meio, temido por todos (até por Ele mesmo), disponível para casar, ter mil filhos (com outra só para não estragar seu corputcho) e estar sempre á disposição.
É um dos poucos Dominadores que transam e quer mais: Duas (*sussurrando* até três) sem tirar de dentro, sem por para fora e sem velar miséria, é... né fraco não meu Pingo de Mel! (sic) - Pronto! Tá batizada!
e continua:
- Gosto de levar submissa para passear, dar carinho, pagar as contas e chamar de meu gatinho.




Bem, duas moedas, dois pesos e muitas medidas.
E até aqui não há, absolutamente, nada de errado. Talvez o erro seja comprar sem pedir referências, sem entrar no serasa, SPC e os escambau à quatro.
Isso porque depois da "compra" feita é um "Deus nos acuda!".

A submissa não deixa, não pode, não quer nada. É a Rainhas das subs-não.
O Dominador sempre está deprimido, sem saco e mais ainda sem pau. E isso não é o ponto principal, por favor, sexo é o de menos em uma cultura sexual.

E ai? Classifico toda essa enganação como fetiche? O fetiche do outro era vender uma imagem que não sustentaria?
Ou passo na secretaria, depois das dez, e pego meu diploma de panaca?

Talvez nem um e muito menos outro, não?

Ajudo: Quando nos apresentamos, fazemos um todo, um apanhado geral. Apresentamos as qualidades e não deixamos claro que tudo aquilo é condicional.
Tudo aquilo segue a regra de programação de computadores "Se-Então".
Se eu tenho isso, então dou aquilo.
Se eu NÃO tenho isso, então NÃO dou porra nenhuma e ainda não sento para conversar em busca de um acerto.
É, nas antigas guerras, antes de cada batalha, os reis iam ao centro do campo de combate para tentar um acerto. O intuito era evitar mortes sem necessidade e derramamento de sangue sem propósito.
Ser um bom rei, era ser um excelente negociador.

Mas e a submissa que se vendeu de forma a possibilitar um entendimento, do comprador, equivocado ou que cabia um sem fim de achismos?
Mas e o Dominador que tinha a fala mais bonita que as atitudes?

Como evitar?
Se não dá para evitar, o que fazer?

Como foi escrito no início, o mercador não existe. Era um coringa a serviço tanto do rei quanto da plebe.

E ai?

Linda semana a todos, viu?

Crédito das imagens:

3 comentários:

*YLLENAH* SM disse...

Muito interessante a fábula..

E todos são, de fatos, ai, mercadores.


gostei, Sir

.ana. disse...

Szir GanoN

Li ..reli..e me lembrei do "Mestre Riobaldo".

"Digo ao Senhor, tudo é pacto.(...) Ah, para o prazer e para ser feliz, é que é preciso a gente saber tudo, formar alma, na consciência, para penar não se carece : bicho tem dor e sofre sem saber mais porque . Digo ao senhor, tudo é pacto. Todo caminho da gente é resvaloso. Mas também, cair não prejudica demais, a gente levanta, a gente sobe, a gente volta !” (Rosa, Guimarães .Grandes sertões veredas . pp 312-313 )

Então ,tudo é pacto...o Rei, a plebe, o Dom, a sub, o coringa personagens que compactuam do mesmo romance.

beijos
ana.mmk

Curiosa disse...

gostei do 'liquidificador de idéias' .... resultou em um blog muito interessante ... o BDSM é muito interessante ... e está bem abordado aqui ... de maneira leve e descontraída ... gostei .. bjim ..